Santos, sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Com o início, na última segunda-feira, do período de notificação para os contratos com vencimento em setembro próximo na ICE Futures US em Nova Iorque, muitos operadores contavam com um ou dois pregões em baixa esta semana, como resultado de venda de posições de fundos de investimentos para realização de lucros. O que não se esperava era uma queda de 1480 pontos em um único pregão, como aconteceu na terça-feira, dia 24. A divulgação neste dia de dados negativos da indústria de construções e da economia nos EUA derrubou as bolsas ao redor do mundo e coincidiu com o movimento de venda de posições dos fundos no pregão de café da ICE em Nova Iorque. A pressão dobrada acabou forçando as linhas de suporte na bolsa de Nova Iorque e acionando ordens automáticas de venda, levando ao fechamento com 1480 pontos de baixa.

A forte queda desorientou os operadores, que levaram algum tempo para se recuperar do susto. Ontem, quinta-feira, as cotações em Nova Iorque voltaram a fechar em alta, de 580 pontos, fechando hoje com mais 645 pontos. Os fundamentos, com os baixos estoques mundiais (e também dos cafés certificados nas bolsas de futuro), além dos problemas sofridos com a atual safra brasileira, estão tornando as pressões baixistas cada vez mais arriscadas.

Já se ouve alguns comentários preocupados com o clima excessivamente quente e seco para esta época do ano. Em nossa opinião ainda é cedo para se analisar o que acontecerá na próxima safra brasileira. Por enquanto, o que se pode afirmar devido às características de nossa produção, é que ela será menor que a atual. As chuvas normalmente chegam às regiões produtoras a partir da segunda quinzena de setembro, o que costuma ser positivo como um todo para a cafeicultura brasileira. O tempo seco contribui com a colheita e a qualidade da safra que está sendo colhida e não estimula a floração precoce. Se o clima, anormalmente quente e seco, destes meses de julho e agosto, irá prejudicar a próxima safra, só saberemos mais tarde.

Os preços atuais refletem a dificuldade do mercado para se abastecer dentro do quadro atual. Lembramos que mesmo que não venham a ocorrer problemas com a produção do próximo ano, ela será menor do que as necessidades anuais brasileiras para a exportação e consumo. Portanto, em nossa opinião, teremos um longo período de oferta apertada em razão do precário equilíbrio entre produção e demanda (e a demanda cresce ano após ano). Com estoques baixos, praticamente zerados, fica difícil de prever o que acontecerá com os preços se viermos a ter quebra importante na próxima safra 2011/2012.

Até o dia 26, os embarques de agosto estavam em 1.598.019 sacas de arábica e 93.360 sacas de conillon, somando 1.691.379 sacas de café verde, mais 142.384 sacas de solúvel, contra 1.597.668 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 26, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em agosto totalizavam 2.753.632 sacas, contra 2.178.770 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 20, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 27, caiu nos contratos para entrega em dezembro próximo, 620 pontos ou US$ 8,20 (R$ 14,37) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 20, a R$ 430,58/saca e hoje, dia 27, a R$ 414,73/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 645 pontos.

[30/08/2010]

Baixa oferta de café e tempo seco fazem preços subirem

 

Os preços do café arábica encerraram a sexta-feira (27) em alta nos mercados futuros e físico.

Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve alta de 710 pontos, fechando a 177,05 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 178,85 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 645 pontos frente as cotações da véspera.

Segundo analistas da Dow Jones Newswires, o resultado se deveu à oferta apertada do grão arábica e à expectativa de que o tempo seco prejudicará a próxima safra brasileira. O Brasil é o maior produtor de café do mundo. Para analistas, a redução da oferta de grãos arábica também irá contribuir para fortalecer a demanda pela mais barata variedade robusta.

O mercado começou a semana passada com fortes quedas, em função de realizações de lucros. A partir da quinta-feira (26) voltou a subir, recuperando parte das perdas, mas no período de uma semana (de 20 a 27 de agosto) a variação foi negativa, conforme mostra a tabela 1.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.



A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em alta. O primeiro vencimento, setembro/10, teve forte alta de US$ 13,35, fechando a US$ 229,15 a saca, com 407 contratos negociados na seção de sexta-feira. Os contratos com vencimento dezembro/10, o de maior liquidez, registraram valorização de US$ 9,35, fechando a US$ 213,15 a saca.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café



Dólar

O dólar (PTAX) encerrou a sexta-feira com leve desvalorização de 0,30 %, cotado a R$ 1,754. Segundo Infomoney, na esfera de indicadores econômicos, o avanço maior do que o esperado da atividade econômica norte-americana ofuscou o resultado pior que o previsto da confiança do consumidor do país. Em meio a esse cenário, o dólar perde atratividade como investimento, tendo em vista seu caráter conservador.

Mercado físico

No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 315,02, com valorização de 2,02%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula valorização de 2,41%.

Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica X contrato BM&FBovespa



Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Veranico deve prejudicar florada e produção cafeeira

 

As chuvas que eram esperadas para a segunda quinzena de setembro só devem começar a ocorrer a partir da segunda metade de outubro. O clima quente e seco nas regiões produtoras de café contribuiu para elevar a qualidade dos grãos colhidos até agora, mas pode atrapalhar o desenvolvimento das próximas floradas da cultura.

As áreas mais prejudicadas pela estiagem e pelo clima quente são as regiões de Cerrado, especialmente aquelas em que os cafezais estão em fase de formação, com até dois anos de vida. "Se não chover em até 10 dias, o parque cafeeiro em renovação pode não produzir. A situação é crítica e muitos ramos dessas árvores já morreram", afirmou Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.


Foto de Erásio Junior - Seca de outubro de 2007

Segundo Vegro, as regiões em renovação representam entre 5% e 10% da área cultivada com café. Mesmo os pés mais antigos e que já se encontram em produção no Cerrado não estão livres dos efeitos climáticos adversos. Cafezais mais velhos têm uma tolerância maior, porém, dependem da água para recompor a parte vegetativa (folhas), mas também de uma temperatura mais amena. "As flores não se fixam quando as temperaturas médias superam 21°. Mesmo as áreas irrigadas, precisam de temperaturas um pouco mais baixas, o que pode comprometer a primeira florada também nessa região", afirmou o pesquisador.

Nas áreas montanhosas, como no sul de Minas Gerais, os efeitos do clima seco podem demorar um pouco mais a chegar. Com temperaturas mais baixas por conta da altitude e uma maior área de sombra, o potencial produtivo dos cafeeiros é um pouco maior. Para Vegro, no entanto, caso não chova até outubro, a situação passa a ser preocupante também no cafezais dessa região.

"Deveríamos ter uma primeira florada no fim de setembro, mas ela pode atrasar se não chover", disse Lúcio Dias, superintendente comercial da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé).

A previsão para a principal região produtora de café do Brasil é que as chuvas comecem a partir de 15 de setembro, segundo estimativas da Somar Meteorologia. "As chuvas não serão uniformes e acontecerão de forma pontual. Ainda assim, o que determinará uma possível queda na produtividade das plantas será o estado nutricional desses cafezais no momento que a florada acontecer", disse Marco Antônio dos Santos, agrometeorologista da Somar.
23/08/2010 - 14:29
Comissão aprova adesão ao Acordo Internacional do Café

 

 
O produtor fica com apenas 8% do preço total do café

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou na quarta-feira (18) a adesão brasileira ao Acordo Internacional do Café, de 2007.
Trata-se do sétimo acordo desse tipo promovido pela Organização Internacional do Café (OIC). O texto foi apresentado na forma da Mensagem 277/09, do Executivo, que será transformada em projeto de decreto legislativo (PDC).
A nova versão, entre outras medidas, altera a estrutura institucional da OIC, com a extinção da Junta Executiva e a criação de três novos comitês: de Finanças e Administração; de Promoção e Desenvolvimento de Mercado; e de Projetos. Esses órgãos terão a função de auxiliar o Conselho Internacional do Café, autoridade máxima da OIC, no exercício de suas atribuições.

Objetivos específicos
Outra diferença entre o acordo de 2007 e o anterior (de 2001) é ampliação dos objetivos específicos da OIC. Enquanto o texto de 2001 listava dez objetivos, o novo acordo relaciona 13.
Entre os novos objetivos destacados pelo relator na comissão, deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), estão:
- o incentivo aos integrantes do acordo a desenvolver procedimentos de segurança alimentar no setor cafeeiro;
- a implementação de estratégias que ampliem a capacidade das comunidades locais e dos pequenos produtores; e
- a oferta de informações sobre instrumentos e serviços financeiros aos produtores, inclusive no que diz respeito ao acesso ao crédito e aos métodos de gestão de risco.
O relator também destacou a inclusão no novo acordo de dispositivos que tratam das informações estatísticas, estudos e pesquisas. Nesse ponto, o documento determina que a OIC sirva como centro para a compilação, o intercâmbio e a publicação de informações estatísticas relativas à produção, aos preços, às exportações, à distribuição e ao consumo de café no mundo.
O cultivo, o processamento e a utilização do grão também serão monitorados. No que se refere aos preços, o Conselho Internacional do Café estipulará um sistema de valores indicativos, que serão publicados diariamente, segundo as condições do mercado.

Posição influente
"Apesar das sérias preocupações dos produtores brasileiros em relação à atuação da OIC nos últimos anos, acredito que a organização possa vir a ter posição mais assertiva e influente na economia cafeeira mundial", disse o relator.
O deputado acredita que as cláusulas do Acordo 2007, caso devidamente implementadas pelos integrantes da OIC, poderão permitir que a organização faça os ajustes necessários "para que todos os atores sejam beneficiados no mercado internacional de café".

Tramitação
O projeto de decreto legislativo será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.

Defesa ao produtor
Na ocasião, o deputado Carlos Melles fez uma defesa contundente ao produtor rural, dizendo que o acordo não contempla a sustetabilidade de quem gera a riqueza com o café.
Veja o pronunciamento do deputado Melles na íntegra:
“Este acordo não pode mais ser modificado. O que o Brasil fez, no meu entendimento erradamente, subscreveram um acordo que não atendia o país. Sou um dos maiores defensores da Organização Internacional do Café (OIC), mas do jeito que ela está, é penosa ao Brasil, prejudica o país e todos os países produtores.
A OIC é uma organização de comando de países consumidores. Ela apadrinhou uma certificação, a 4C, que tem o mapa de cada produtor e se quiserem podem fazer até uma falsa melhoria no preço de café. Nada disso é real.
O erro da política cafeeira é tão grande que o mercado, esta semana, subiu de determinada forma que as manchetes dos jornais trouxeram que há 12 anos não alcançava preços tão elevados. Isso porque há 12 anos o preço estava reprimido, não tem política e o Brasil perdeu mais de U$S 1 bilhão por ano, nesses anos e o mundo perdeu junto.
Estamos hoje votando um acordo que não serve ao Brasil, mas foi feito pelos dois ministérios. Poderia sim ter um acordo de prorrogação, aprovado pelo Brasil de mais uma vez.
Mas o que eu proponho é um salvo conduto de que Brasil reivindicará a posição de comando na OIC. Apresentamos do congresso uma lista tríplice ao presidente da República ou ao ministro, e que ele escolha o presidente.
O acordo possui o capítulo 9 “Promoção e Desenvolvimento de Mercado”, que não fala nada do desenvolvimento do produtor. O mercado é o rei e o produtor continua sofrendo aqui e no mundo inteiro. A dívida agrícola do produtor brasileiro é por volta de R$ 160 bilhões.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) informou há quatro meses que na década de 70/80 uma família brasileira gastava 43% de seu ganho total para comprar uma cesta básica. O Brasil importava tudo.
O IPEA informou que hoje, o brasileiro gasta de 14% a 15% de seu ganho total, o que é absolutamente barato e nós queremos continuar com isso, mas está acontecendo às custas do produtor brasileiro. Foi a agricultura que sustentou o plano real e a queda da inflação.
E não há nenhum ponto no acordo que fala da sustentabilidade econômica do produtor. O produtor mundial de café na década de 70/80 ficava com 30% do preço final do café. Hoje ele fica com 8%. Aquilo que dava 16 bilhões aos países produtores, hoje não dá quase mais nada. Esse é o livre mercado
O presidente Lula defende exatamente o contrário, o produtor, no discurso. Mas na prática não é isso que acontece.
Podemos considerar ao congresso que a sua ratificação embute duas observações: a lista tríplice da OIC e a questão da sustentablidade econômica, social e ambiental.

Coffe Break com base em matéria de Rodrigo Bittar e edição de Newton Araújo

 

Indicador Café Arábica CEPEA / ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$ Var./Dia Var./Mês
24/08/2010304,11-6,49 %-4,18 % 172,3-6,33 %-4,73 %
23/08/2010325,23-0,87 %2,47 % 183,95-1,38 %1,71 %
20/08/2010328,12,54 %3,37 % 186,522,37 %3,14 %
19/08/2010319,960,66 %0,81 % 182,210,43 %0,75 %
18/08/2010317,870,2 %0,15 % 181,430,32 %0,32 %
17/08/2010317,23-1,34 %-0,05 % 180,86-1,17 %0,01 %
Fonte: CEPEA
* por saca de 60kg líqüido, bica corrida, tipo 6, bebida dura para melhor, valor descontado o Prazo de Pagamento pela taxa da NPR, posto na cidade de São Paulo

Metodologia »
Series de Preços (desde 02/09/1996) »

Indicador (Média Móvel Últimas Cinco Cotações)
Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$ Var./Dia Var./Mês
24/08/2010319,06-0,81 %3,53 % 181,29-0,93 %3,77 %
23/08/2010321,680,23 %4,38 % 1830,1 %4,75 %
20/08/2010320,940,63 %4,14 % 182,810,78 %4,64 %
19/08/2010318,920,07 %3,48 % 181,390,23 %3,83 %
18/08/2010318,690,49 %3,41 % 180,980,7 %3,59 %
17/08/2010317,140,55 %2,9 % 179,730,61 %2,88 %
Fonte: CEPEA


Preço Médio Ponderado - Mercado Físico*
Data Valor (R$) Var./Dia Var./Mês
24/08/2010305,88-6,49 %-4,18 %
23/08/2010327,12-0,87 %2,48 %
20/08/20103302,54 %3,38 %
19/08/2010321,820,66 %0,82 %
18/08/2010319,710,2 %0,16 %
17/08/2010319,07-1,35 %-0,04 %
Fonte: CEPEA
* Média Diária, prazo médio de 7 dias


Físico (Média Móvel Últimas Cinco Cotações)
Data Valor (R$) Var./Dia Var./Mês
24/08/2010320,91-0,82 %3,53 %
23/08/2010323,550,23 %4,38 %
20/08/2010322,810,64 %4,15 %
19/08/2010320,770,07 %3,49 %
18/08/2010320,540,49 %3,41 %
17/08/2010318,980,55 %2,91 %
Fonte: CEPEA


  Informativo Café Arábica
 
  Indicador Café Conillon
  Informativo Café Conillon
 
  Equipe
 
  Análise mensal
  Análise quinzenal (inglês)

Bolsas

Abaixo está o último fechamento de Bolsa.

Fechamentos em 24/08/2010

BolsasContratoFechamentoU$VariaçãoR$
NYSEP1024/08/10166.85-1465 294.49
NYDEC1024/08/10168.45-1480 297.31
NYMAR1124/08/10168.85-1435 298.02
NYMAY1124/08/10168.05-1405 296.61
NYJUL1124/08/10167.40-1390 295.46
NYSEP1124/08/10166.85-1375 294.49
BMFSEP1024/08/10208.25-1450 367.56
BMFDEC1024/08/10198.25-1600 349.91
BMFMAR1124/08/10200.10-1540 353.18
LonSEP1024/08/101,600.00-137 2,824.00
LonNOV1024/08/101,640.00-137 2,894.60
LonJAN1124/08/101,651.00-136 2,914.02
LonMAR1124/08/101,663.00-137 2,935.20

 

NY:U$cnt/LB - BMF:U$/saca 60kg. - LON:U$/tonelada

Valores das moedas em 24/08/2010:

 

Data

Praça TipoUnidadePreço
02/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 290,00
03/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 280,00
04/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 280,00
05/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 280,00
06/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 280,00
09/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 280,00
10/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 280,00
11/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 270,00
12/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 270,00
13/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 270,00
16/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 270,00
17/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 285,00
18/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 285,00
19/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 285,00
20/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 290,00
23/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 290,00
24/08/2010VITORIA DA CONQUISTADurosc 60 kgR$ 290,00
02/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
03/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
04/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
05/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
06/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
09/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
10/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
11/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 215,00
12/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 215,00
13/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 215,00
16/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 215,00
17/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
18/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
19/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
20/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
23/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
24/08/2010VITORIA DA CONQUISTARiosc 60 kgR$ 220,00
02/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 370,00
03/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 360,00
04/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 360,00
05/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 360,00
06/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 360,00
09/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 360,00
10/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 360,00
11/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 350,00
12/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 350,00
13/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 350,00
16/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 350,00
17/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 350,00
18/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 350,00
19/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 350,00
20/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 370,00
23/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 370,00
24/08/2010VITORIA DA CONQUISTADespolpadosc 60 kgR$ 370,00

 

 

DiaTempoTemp.ChuvaVentoAlertas
25/08/2010 - QuartaPoucas Nuvensmín. 13°
máx. 27°
0mmE
18km/h
Nenhum Alerta
26/08/2010 - QuintaPoucas Nuvensmín. 12°
máx. 28°
0mmE
16km/h
Nenhum Alerta
27/08/2010 - SextaPoucas Nuvensmín. 13°
máx. 29°
0mmE
15km/h
Nenhum Alerta
Clique aqui para ver a previsão detalhada
28/08/2010 - SábadoPoucas Nuvensmín. 12°
máx. 29°
0mmE
11km/h
Nenhum Alerta
29/08/2010 - DomingoPoucas Nuvensmín. 11°
máx. 29°
0mmE
13km/h
Nenhum Alerta
30/08/2010 - SegundaPoucas Nuvensmín. 12°
máx. 28°
0mmE
15km/h
Nenhum Alerta
31/08/2010 - TerçaPoucas Nuvensmín. 16°
máx. 29°
0mmE
14km/h
Nenhum Alerta
01/09/2010 - QuartaPoucas Nuvensmín. 15°
máx. 31°
0mmE
13km/h
Nenhum Alerta
02/09/2010 - QuintaPoucas Nuvensmín. 15°
máx. 32°
0mmESE
12km/h
Nenhum Alerta
03/09/2010 - SextaPoucas Nuvensmín. 15°
máx. 32°
0mmE
11km/h
Nenhum Alerta
04/09/2010 - SábadoPoucas Nuvensmín. 16°
máx. 31°
0mmESE
12km/h
Nenhum Alerta
05/09/2010 - DomingoPoucas Nuvensmín. 15°
máx. 31°
0mmE
13km/h
Nenhum Alerta
06/09/2010 - SegundaPoucas Nuvensmín. 14°
máx. 33°
0mmE
11km/h
Nenhum Alerta
07/09/2010 - TerçaPoucas Nuvensmín. 16°
máx. 32°
0mmE
13km/h
Nenhum Alerta
08/09/2010 - QuartaPoucas Nuvensmín. 16°
máx. 32°
0mmE
14km/h
Nenhum Alerta
  Legenda de confiabilidade:
 alta confiabilidade
média confiabilidade
 baixa confiabilidade

 

Realização de lucro faz cotações registrarem quedas

 

Os preços do café arábica encerraram essa segunda-feira (23) em queda nos mercados futuros e físico.

Em Nova York, os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 183,25 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 180 pontos frente as cotações da sexta-feira (20).

Depois de atingir o mais alto nível em 13 anos na Bolsa de Nova York, os preços do café começaram a recuar. Investidores realizaram lucros e produtores aproveitaram o aumento dos preços para vender o grão no mercado futuro.

"Há uma pequena consolidação técnica. Estão esperando para ver se o Brasil irá surpreender o mercado com grandes números. Os fundamentos não mudaram. Os preços podem alcançar o US$1,90 por libra 'facilmente' e os US$ 2,00 é o alvo", disse Hector Galvan, negociador da RJO Futures, em Chicago.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.



A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em queda. O primeiro vencimento, setembro/10, teve queda de US$ 1,35, fechando a US$ 223,30 a saca. Os contratos com vencimento dezembro/10 registraram desvalorização de US$ 1,15, fechando a US$ 215,30 a saca.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café



Dólar

O dólar encerrou a segunda-feira em queda. A moeda norte americana foi cotada a R$ 1,758, com variação negativa de 0,06%.

Mercado físico

No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 325,23, com desvalorização de 0,87%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula valorização de 2,47%.

Como está o mercado em sua região? Por favor, utilize o box de cartas abaixo para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado em sua região.

Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica X contrato BM&FBovespa



Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

[25/08/2010]

Mercado despenca diante de vendas especulativas

 

Os preços do café arábica despencaram nessa terça-feira (24) nos mercados futuros e físico.

Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve queda de 1.465 pontos, fechando a 166,85 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 168,45 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1.480 pontos frente as cotações da véspera.

O mercado do grão continuou pressionado pela proximidade da colheita da safra na Colômbia, que começa em 30 dias, e pela produção no Brasil. O dado que provocou a fuga dos investidores das bolsas de matérias-primas foi a forte queda, de 27,2%, nas vendas de imóveis usados nos Estados Unidos em julho, para o menor nível em 15 anos. Foi mais um atestado da fraqueza econômica do país, que vem acumulando indicadores negativos em vários setores. Fundos de investimentos, que já tinham começado a liquidar posições no café na véspera, aproveitaram a deixa e debandaram do mercado. A cotação, contudo, ainda acumula alta de 18,7% em 2010.

"Para mim, o movimento ocorreu com atraso", disse o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. "Toda semana, muito café do Brasil se torna disponível", completou. Mais de 80% da safra brasileira foi colhida.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.



A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em forte queda. O primeiro vencimento, setembro/10, teve queda de US$ 14,00, fechando a US$ 209,30 a saca. Os contratos com vencimento dezembro/10 registraram desvalorização de US$ 16,10, fechando a US$ 199,20 a saca.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café



Dólar

O dólar encerrou esta terça-feira (24) com alta de 0,80%. A moeda norte americana foi cotada a R$ 1,772.

Mercado físico

No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 304,11, com desvalorização de 6,49%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula desvalorização de 1,14%.

O mercado interno acompanhou a forte queda dos preços da bolsa de NY. No Cerrado mineiro, o café arábica, tipo 6, bebida dura para melhor foi cotado a R$ 320,00, queda de R$ 10,00 (-3,03%) em relação ao dia anterior. Entretanto, não apareceram vendedores nesta terça-feira na região, ficando os negócios do dia zerados.

Como está o mercado em sua região? Por favor, utilize o box de cartas abaixo para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado em sua região.


Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica X contrato BM&FBovespa



Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar



20/08/2010]

Preços do arábica voltam a subir com mercado otimista

 

Os preços do café arábica voltaram a subir nessa quinta-feira (19) nos mercados futuros e físico.

Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve alta de 215 pontos, fechando a 177,30 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 179,85 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 205 pontos frente as cotações da véspera.

Segundo a Dow Jones Newswires, a avaliação dos analistas é que o mercado está bastante otimista diante dos baixos estoques e uma demanda crescente. Existe, no entanto, um sentimento que o mercado esteja sobrecomprado, o que deixaria os preços mais vulneráveis a uma possível realização de lucros, ou seja, possível queda de preços.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.



A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em alta. O primeiro vencimento, setembro/10, teve alta de US$ 2,00, fechando a US$ 217,50 a saca. Os contratos com vencimento dezembro/10 registraram valorização de US$ 2,10, fechando a US$ 209,05 a saca.

Contrariando o que acontece normalmente, o primeiro vencimento na BM&FBovespa tem se mantido a preços superiores dos demais. Isso se deve ao baixo volume de cafés certificados na bolsa para entrega em setembro. Entretanto, segundo analista consultado pelo CaféPoint, diariamente a bolsa tem recebido café e deve receber maior volume na próxima semana, fazendo com que o diferencial de preço entre os vencimentos set/10 e dez/10 diminua bem.

Gráfico 2. Contrato café, BVM&F



Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café



Dólar

Interrompendo uma sequência de quatro sessões em queda, a moeda norte americana acabou fechando esta quinta-feira (19) com alta de 0,41%, cotada a R$ 1,758.

Mercado físico

No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 319,96, com valorização de 0,66%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula valorização de 0,81%.

No Sul de Minas, a saca do arábica, tipo 6, bebida dura para melhor foi cotado a R$ 323,00, enquanto no Cerrado Mineiro esteve a R$ 330,00. O mesmo tipo de café foi cotado a R$ 365,00 em Vitória da Conquista/BA, nesta quinta-feira (19).

Como está o mercado em sua região? Utilize o box de cartas abaixo para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado em sua região.

As primeiras floradas de arábica já estão sendo verificadas em algumas regiões produtoras de café, de acordo com pesquisas do Cepea. No Cerrado de Minas Gerais, parte das lavouras já teve boas floradas. O clima, no entanto, não tem favorecido o pegamento das flores. Segundo colaboradores do Cepea, em algumas regiões mineiras, a florada ocorreu há cerca de duas semanas e, como a previsão era de manutenção do tempo seco, parte dos produtores recorreu à irrigação para garantir o bom aproveitamento da florada.

Gráfico 3. Indicador Cepea/Esalq - arábica X contrato BM&FBovespa



Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Seca de ramos do cafeeiro associada aos fatores nutricionais, fisiológicos e genéticos - parte II

 

Antônio Fernando de Souza
Doutor em Fitopatologia, Universidade Federal de Viçosa

 

Seca de ramos associada a fatores nutricionais

A seca de ramos resultante de efeitos nutricionais é mais comum em lavouras novas, na faixa de dois a cinco anos de idade. Os sintomas aparecem geralmente na fase final de granação e início da fase de maturação dos frutos, ocasião em que a exigência de nutrientes pelo cafeeiro é máxima. Afeta principalmente os galhos mais carregados e tem baixa incidência nos galhos da saia e do ponteiro com pouca ou nenhuma carga.

Além disto, é comum observar que as plantas afetadas podem possuir sistema radicular pouco desenvolvido, provavelmente em função de adubações inadequadas ou desequilibradas feitas nos anos anteriores. Adubações desequilibradas promovem um maior desenvolvimento da folhagem em detrimento do desenvolvimento do sistema radicular do cafeeiro, o que pode predispor as plantas à seca de ramos nos anos de alta produção.

Uma grande colheita de frutos diminui consideravelmente os teores de nutrientes no cafeeiro, razão pela qual a disponibilidade constante dos principais nutrientes via solo (nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio) ou via foliar (zinco, boro, magnésio e cobre), é de especial importância para o cafeeiro.

Outro ponto importante é que em região muito quente e com solos de baixa fertilidade natural, a maturação dos frutos ocorre mais rapidamente, exigindo grandes quantidades de nutrientes em curto espaço de tempo.

No caso do nitrogênio, fósforo e potássio, por exemplo, poderá ocorrer um esgotamento desses nutrientes no solo, uma vez que o índice de utilização é muito mais elevado que o índice de absorção, principalmente nos períodos de frutificação e maturação dos frutos.

O potássio é o nutriente mais requerido durante a formação dos frutos e sua deficiência pode afetar seriamente os cafezais, desfolhando e secando os ramos por completo.

O nitrogênio é o segundo nutriente mais requerido para a formação dos frutos, e geralmente encontra-se associado à seca de ramos do cafeeiro. Neste caso, ocorre a perda da coloração verde escura das folhas mais velhas dos ramos, senescência e queda destas folhas. As folhas mais novas próxima ao ápice do ramo também amarelecem, morrem e caem.

A morte da gema apical é acompanhada pela necrose progressiva em direção a base do ramo, a qual pode ocorrer em todo o ramo ou até mesmo na planta inteira. A produtividade é severamente reduzida e o rendimento é muito baixo após o beneficiamento, apresentando grande quantidade de frutos mal formados ou com lojas vazias. Não ocorre morte das raízes e aplicação de nitrogênio prontamente disponível interrompe o desenvolvimento dos sintomas.

A deficiência de cálcio no cafeeiro também pode levar à morte da gema terminal e de boa parte dos ramos, não havendo, contudo progressão significativa da seca de ramos em direção a base do ramo.

A deficiência de boro produz sintomas próprios e muito característicos, que ajuda no diagnóstico da seca de ramos do cafeeiro quando este elemento está envolvido. O sintoma clássico de deficiência nesta cultura é a morte da gema apical do ramo; a isso segue ao brotamento de ramos auxiliares abaixo da gema apical, induzindo o crescimento de várias gemas laterais na extremidade deste ramo, o qual adquire uma aparência característica de um leque. Normalmente, esta morte dos tecidos não progride em direção a base do ramo. Em casos de extrema deficiência deste elemento, pode ocorrer a morte de boa parte do ramo, principalmente no terço superior da planta.

No caso de deficiência de zinco, a morte de ramos do cafeeiro pode afetar principalmente os ramos laterais e inferiores da planta.

Preparo adequado da cova de plantio; um bom programa de fertilização do cafeeiro baseando-se nos resultados anuais da análise de solo; aplicação de micronutrientes via foliar e o acompanhamento da nutrição da planta através da análise foliar, pode auxiliar no controle deste tipo de seca de ramos, desde que estas adubações visem o desenvolvimento do sistema radicular e não, conforme vem sendo proposto atualmente, apenas o aumento da folhagem e da produção do cafeeiro.

Seca de ramos associados a fatores fisiológicos

A parte aérea do cafeeiro funciona como a fonte primordial de todos os compostos orgânicos como carboidratos, aminoácidos, reguladores de crescimento e vitaminas. Já as raízes, funcionam como a fonte de praticamente todos os nutrientes minerais, água e reguladores de crescimento, indispensáveis ao crescimento e ao desenvolvimento da planta como um todo.

No cafeeiro, dependendo do genótipo, do ambiente e do estágio de desenvolvimento da planta, existem frações específicas de compostos orgânicos que são dirigidas às raízes e a parte aérea da planta, de forma a manter uma razão sustentável de crescimento das raízes e da copa do cafeeiro, para não haver limitações na contribuição mútua de substâncias essenciais.

A demanda máxima de nutrientes e compostos orgânicos pela parte aérea do cafeeiro, ocorre durante o período de enchimento ou granação dos frutos. Em ramos com número excessivo de frutos, o excesso de carboidratos necessários para manter o desenvolvimento normal da frutificação é retirado das folhas e dos ramos plagiotrópicos e ortotrópicos do cafeeiro, comprometendo o suprimento de energia necessária para o desenvolvimento vegetativo das demais partes da planta. Este déficit no suprimento de carboidratos leva à seca e morte de vários ramos nas plantas.

Os sintomas iniciais deste tipo de seca de ramos são muito similares e difíceis de separar visualmente daqueles induzidos por falta de nitrogênio no solo. A diferença marcante ocorre quando a gema apical morre. As folhas mais velhas apresentam uma cor amarela menos intensa quando comparado com a deficiência de nitrogênio. A morte dos ramos não inicia à partir da gema apical, mas na região em que o tecido verde e imaturo do ramo se inicia; ocorre um escurecimento dos nós, iniciando dois ou três entrenós abaixo da extremidade do ramo, que se estende para os demais entrenós, aos quais entram em colapso e morrem.

Em alguns casos a gema terminal permanece verde ou amarelecida enquanto alguns entrenós já estão completamente mortos. As folhas apicais mortas podem ficar retidas nos ramos por algumas semanas. Os ramos quando morrem, escurecem exatamente da mesma forma como descrita no caso anterior. Em alguns casos esta morte de ramos pode ocorrer na planta inteira.

Não ocorre interferência na formação dos frutos. Estes apresentam sempre cheios e não há grande redução no rendimento do café após o beneficiamento. Este tipo de seca de ramos é sempre acompanhado por uma severa morte de raízes. Raízes laterais podem morrer, deixando somente a cicatriz na raiz principal. A aplicação de fertilizantes nitrogenados nas plantas morrendo não tem efeito na redução da severidade dos sintomas. Se aplicado no início do aparecimento dos sintomas, pode promover um aumento no crescimento foliar da planta e isto pode prevenir ou tornar seu ataque menos severo.

Este tipo de seca de ramos é considerado como a mais severa no cafeeiro porque acentua a bienualidade das plantas, devido as constantes morte e recuperação do sistema radicular. Aparentemente a nutrição mineral desequilibrada, ou até mesmo sintomas de deficiência nutricionais são mais um efeito do que a causa propriamente dita desta desordem fisiológica. Entretanto, adubações equilibradas não evitam o problema e nem ajuda na recuperação das plantas.

Normalmente a morte do sistema radicular ocorre também quando a planta apresenta uma carga elevada de frutos, o que na maioria das vezes, está associada com a seca de ramos do cafeeiro. As deficiências e os desequilíbrios nutricionais encontrados nas plantas seriam então, apenas uma conseqüência do mau funcionamento do sistema radicular.

Normalmente a morte de raízes tem início antes da seca dos ramos na parte aérea das plantas. Foi observado que plantas de café em estado avançado de seca de ramos apresentam as raízes superficiais muito semelhantes às de plantas saudáveis, mas as partes mais profundas do sistema radicular são pobres em raízes absorventes. No ano de alta carga, a morte de raízes finas e absorventes ocorre de forma muito intensa, o que reduz drasticamente a vida produtiva do cafeeiro. A planta passa, com o tempo, a ser de alimentação ainda mais superficial, exigindo maiores cuidados com a nutrição da lavoura.

A falta de água no solo tem reflexos negativos sobre o sistema radicular do cafeeiro, particularmente sobre as raízes absorventes, limitando a absorção de água e minerais, crescimento da parte aérea e a produção das plantas.

O manejo inadequado da irrigação por outro lado, pode afetar o padrão de crescimento do sistema radicular, principalmente por reduzir a profundidade de penetração da raiz pivotante e o desenvolvimento das raízes primárias e secundárias nas camadas mais profundas do solo.

Os métodos de cultivo podem influenciar o crescimento do sistema radicular. Tratos culturais que envolvem remoção do solo na projeção da copa do cafeeiro (arruação mecânica, por exemplo), podem causar a morte das radicelas, e os danos serão tanto maiores quanto mais superficial for o sistema radicular. Às vezes ocorre a regeneração parcial do sistema radicular, mas caso esta injúria seja repetida ano após ano, pode haver um completo depauperamento das plantas, acentuando ainda mais a seca de ramos no cafeeiro.

A fertilidade, pH, densidade e a textura do solo afetam marcadamente o crescimento radicular do cafeeiro. Os solos neutros ou ligeiramente ácidos são os mais favoráveis para o crescimento das raízes do cafeeiro, e o pH entre 5,8 e 6,0 representa o limite inferior para o bom desenvolvimento das raízes. Quando o subsolo é um pouco mais ácido que esse limite, as raízes absorventes tendem a se concentrar na camada superficial do solo, exigindo a manutenção de uma boa fertilidade nesta camada. Neste caso a profundidade da cova de plantio pode definir a vida útil produtiva do cafeeiro e favorecer o aparecimento da seca de ramos nas plantas.

É muito comum encontrar plantas isoladas ou grandes áreas da lavoura apresentando sintomas de depauperamento e seca de ramos, especialmente em anos de carga elevada ou em períodos prolongados de estiagem. Um exame detalhado do sistema radicular revela o problema de "pião torto", o qual tem início na fase de formação das mudas, pela falta de cuidado ou de habilidade no momento da repicagem.

A permanência das mudas por muito tempo nos saquinhos ou nos tubetes, antes de serem levadas para o plantio no campo, é outro fator que contribui muito para esse problema. Problemas de "pião torto" também podem ser encontrados em plantios realizados em solos com algum impedimento mecânico como camadas adensadas ou compactadas, camada de lama endurecida e presença de camadas pedregosas (cascalho).

Subsolos muito argilosos e pesados apresentam problema de arejamento, de resistência mecânica inibindo o crescimento, a respiração aeróbica e a penetração das raízes. Normalmente as raízes alongam menos, apresentam maior diâmetro e bastante deformadas. Em solos com estas características, chuvas fortes e prolongadas ou irrigação excessiva e mal dimensionadas causam encharcamento, promovendo severos danos ao sistema radicular do cafeeiro.

A desfolha das plantas é outro fator que interfere na fisiologia do cafeeiro e indiretamente pode estar relacionado com a seca de ramos. Quando ocorre a queda de folhas ou a morte de parte dos ramos, as reservas direcionadas para o enchimento dos grãos ficam muito prejudicadas. Sendo os frutos em crescimento importantes drenos metabólicos, qualquer desfolha ocorrida nesta fase limitaria a disponibilidade de carboidratos para os demais tecidos da planta.

Assim qualquer prática que ajuda na manutenção das folhas nas plantas do cafeeiro, ajuda no controle da seca de ramos causados por fatores fisiológicos, porque garante o balanço adequado no suprimento de compostos orgânicos entre a parte aérea e o sistema radicular do cafeeiro.

Seca de ramos associados a fatores genéticos

Existem evidências de que uma das causas da seca de ramos do cafeeiro esteja relacionada com a genética da planta. No início da década de 80, foi observado que algumas progênies de Catimor, embora altamente produtivas e resistentes à ferrugem do cafeeiro, apresentavam elevada incidência de morte súbita e progressiva seca de ramos logo após as primeiras produções. Este distúrbio levava a perda de vigor, depauperamento precoce das plantas e redução da vida útil produtiva da lavoura.

A natureza fisiológica desse depauperamento é pouco conhecida, mas sabe-se que a baixa capacidade fotossintética combinada à maior suscetibilidade às temperaturas elevadas, na época de grande demanda por fotoassimilados (fase de frutificação), e uma inadequada razão folha/fruto, podem ser considerados umas das principais causas do processo do declínio do Catimor e provavelmente de outras variedades de café resistentes a ferrugem.

Assim sendo, a escolha de variedades mais adaptadas as regiões de cultivo, constituem importante passo no manejo integrado da seca de ramos do cafeeiro.

Seca de ramos do cafeeiro - parte I: principais causas

Antônio Fernando de Souza
Doutor em Fitopatologia, Universidade Federal de Viçosa

 

Introdução:

Nos últimos anos, a seca de ramos tem se tornado um problema comum em lavouras de diversas regiões do país, o que vem chamando a atenção de muitos produtores e pesquisadores sobre causas e as principais medidas para evitar este problema. Pouca coisa tem sido encontrada neste sentido e poucas pesquisas comprovam de fato, qual(is) fator(es) exerce(m) maior importância. No artigo deste mês iremos citar os principais fatores envolvidos na seca de ramos e, em artigos posteriores, detalharemos o envolvimento de cada um deles.

A seca de ramos tem ocorrido com freqüência nas regiões cafeeiras do país em duas épocas principais:

- nos períodos de invernos chuvosos, que prolongam o ciclo vegetativo da planta, deixando as folhas novas mais sujeitas a ação do frio, dos ventos e da entrada dos microorganismos nas folhas e ramos do cafeeiro;
- na fase de granação dos frutos, quando os ramos carregados esgotam suas reservas, desfolham e secam.

O problema tem se tornado mais grave em lavouras novas com as primeiras produções, quando as relações, sistema radicular-parte aérea-quantidade de frutos produzidos, ainda não estão bem estabelecidas.

Os prejuízos diretos decorrentes da seca de ramos estão relacionados com redução na produtividade das lavouras devido à drástica redução da área produtiva; com o baixo rendimento dos grãos colhidos devido à presença de frutos chochos e mal granados e com a depreciação do tipo de café pela produção de grande número de grãos pretos e esverdeados, devido à seca dos frutos nas plantas antes mesmo deles atingirem o estágio de cereja.

Em algumas áreas a seca de ramos afeta pouco a produtividade do cafeeiro, mas em outras é tão grave que reduz consideravelmente a produção. Ela se torna mais evidente quando a planta está carregando uma boa colheita, porque os frutos se mantêm aderidos aos ramos por muito mais tempo que as folhas.

Como prejuízos indiretos, podemos observar deformações das plantas afetadas, depauperamento das plantas e redução drástica da longevidade da cultura, culminando em poda ou até mesmo abandono das lavouras. Além das perdas de produção, as plantas tendem a emitir mais ramos ladões e exigirem mais desbrotas. Em muitos casos é preciso antecipar a poda nesses cafeeiros. O custo de produção da propriedade também é aumentado devido à adoção de práticas de controle que não solucionam o problema.

Sintomatologia:

É um exemplo típico onde um sintoma tão bem definido pode ter uma multiplicidade de causas e o quadro sintomatológico exibido pela planta dependerá, em grande parte, do fator que está exercendo uma maior influência na seca de ramos.

Em geral, a morte de ramos tem sido observada em cafeeiros de todas as idades e causando prejuízos em todos os países produtores de café do mundo. Caracteriza-se inicialmente pelo amarelecimento, murcha, morte, escurecimento e queda das folhas presentes nos ramos apicais e laterais do cafeeiro. Pode ou não ocorrer a morte da gema apical dos ramos laterais e principais do cafeeiro.

A estes sintomas, segue-se a seca progressiva dos respectivos ramos, não raro até a sua base, os quais se tornam posteriormente enegrecidos. Por sua vez, os frutos atingidos paralisam seu crescimento, secam, escurecem e às vezes ficam presos aos ramos.

Figuras 1, 2 e 3: Sintomas iniciais de seca de ramos em Conillon.




Fotos: Enilton Santana - Pesquisador Incaper/ES

É também muito comum notar os sintomas conhecidos na prática por diversos nomes como "pescoço pelado", "pescoço de galinha" e "cinturamento". Em geral, os ramos laterais do terço médio da planta perdem as folhas, chegando a secar. As plantas assim desfolhadas apresentam um aspecto característico, com ramos do topo enfolhados de vegetação nova, o terço médio desfolhado e seco e a saia bastante enfolhada.

Quando a carga de frutos esgota as reservas nutricionais dos ramos do ponteiro, ocorre a desfolha e morte desses ramos. A desfolha dá à planta um aspecto bem característico: apresenta-se enfolhada até aproximadamente a metade ou dois terços da sua altura e a parte superior completamente seca. Os ramos do ponteiro podem até brotar, mas a vegetação nova não persiste caindo os brotos recém formados com três a quatro pares de folhas.

Se a intensidade de frutificação esgotar completamente a planta, tanto os ramos do ponteiro quanto da saia perdem as folhas e as plantas apresentam-se completamente secas. Com o passar do tempo ocorre redução na produção de frutos pela planta e aumento acentuado da bienualidade do cafeeiro, porque as plantas severamente desfolhadas num ano produzirão pouco no ano seguinte, se recuperam emitindo novas brotações e voltando a produzir bem na próxima safra, quando novamente reinicia o ciclo da seca de ramos. Em conseqüência disto, ocorre depauperamento das plantas na lavoura.

Figuras 4, 5 e 6: Aspecto de plantas de café arábica mostrando sintomas de seca de ramos.




Fotos: Antonio Souza

Em relação ao sistema radicular da planta pode ou não ocorrer morte de raízes.

Prováveis causas da ocorrência de seca de ramos no cafeeiro:

As pesquisas sobre o assunto apontam vários fatores que, agindo isoladamente ou em conjunto, têm sido responsáveis pela manifestação da seca de ramos do cafeeiro.

Normalmente, fatores fisiológicos, genéticos, ambientais, nutricionais e patológicos estão interagindo entre si, sendo praticamente impossível determinar aquele(s) fator(es) de maior importância, apesar de várias tentativas terem sido feitas visando classificar os diferentes tipos de seca de ramos de acordo com a sintomatologia observada.

Os pesquisadores que estudam a fisiologia das plantas afirmam que se trata de um distúrbio fisiológico devido à falta ou excesso de umidade no solo, à ação do frio, ao depauperamento da planta devido a uma carga de frutos excessiva ou ainda, devido aos transtornos fisiológicos causados pela ação de pragas e doenças ou escassez de algum nutriente.

Os pesquisadores que trabalham com doenças e pragas do cafeeiro, não admitem a exclusão da atividade direta de patógenos como Colletotrichum, Phoma, Pseudomonas garçae e Fusarium ou indiretas devido a desfolha causada pela ferrugem, mancha de olho pardo, mancha de ascochyta, nematóides ou bicho mineiro, como os principais agentes etiológicos envolvidos na morte de ramos do cafeeiro.

Outros pesquisadores atribuem aos desequilíbrios nutricionais pela pobreza dos solos ou insuficiência na adubação, ou ainda à falta de nutrientes no solo, como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, boro e zinco, como a principal causa da seca de ramos do cafeeiro, o que explicaria, a sua maior intensidade nos solos fracos e cansados ou nos cafezais mais velhos.

Mas existem outros fatores que contribuem para agravar seus efeitos como inverno chuvoso, variações de temperaturas, insolação excessiva associada a períodos de estiagem prolongadas, altitude elevada associada com ventos frios, chuvas de pedra, baixas temperaturas (geadas), raízes tortas, sistema radicular deficiente, camada adensada de solo, sulcos e covas pouco profundos, raios, queima por misturas de defensivos agrícolas, colheita por derriça e diversos agentes como bicho mineiro, ácaros e cigarras.

Como, então, controlar a seca de ramos do cafeeiro?

Esta é uma pergunta freqüente para a qual não existe uma resposta pronta, porque depende do entendimento de como cada um dos fatores acima influencia a seca de ramos do cafeeiro.

É muito comum ver os produtores aplicarem fungicidas visando o controle da seca de ramos do cafeeiro e o resultado obtido não é satisfatório. Será que se o problema da seca de ramos for devido ao excesso de frutos produzidos pela planta, a aplicação de fungicidas por si só, iria resolver o problema?

Se a mancha de olho pardo, por exemplo, estiver em alta incidência na lavoura induzindo desfolha e seca de ramos, devido a problemas nutricionais, exposição da lavoura ao excesso de insolação e compactação do solo, será que esta aplicação de fungicida irá resolver definitivamente o problema da seca se ramos na lavoura?

Logicamente que não. Quando estamos pensando em seca de ramos, temos que pensar em vários fatores atuando em conjunto e que uma única medida pode não ser suficiente para resolver o problema. Para isto, iremos abordar nos próximos artigos a influência de cada um dos fatores (fisiológicos, nutricionais, genéticos, patológicos, ambientais e culturais) envolvidos, tendo em vista a extensão do assunto.

Monitoramento das principais doenças e pragas do cafeeiro

Antônio Fernando de Souza
Doutor em Fitopatologia, Universidade Federal de Viçosa

 

O monitoramento das pragas e doenças do cafeeiro é uma etapa importante no planejamento fitossanitário de uma propriedade, pois se evita os gastos desnecessários com mão-de-obra, desgaste de máquinas e a perda dos produtos químicos empregados numa aplicação. Além disso, ajuda na redução dos problemas relacionados ao uso indiscriminado dos produtos fitossanitários, ajudando na preservação ambiental, na redução dos custos de produção, no aumento indireto da produtividade e no aumento dos lucros com a atividade agrícola.

Assim, o monitoramento constitui-se na base de todo e qualquer programa de manejo integrado, devendo ser uma prática rotineira na cafeicultura moderna, independentemente do tamanho da área e da região onde se desenvolve.

A pesquisa científica tem gerado muitas informações a respeito deste assunto na cafeicultura e várias metodologias têm sido propostas. Algumas são muito complexas ou bastante trabalhosas para as pessoas que irão estar diretamente envolvidas na aplicação do plano de amostragem.

No artigo deste mês, iremos tratar de algumas metodologias empregadas no monitoramento das principais pragas e doenças do cafeeiro, fundamentada dentro dos padrões científicos e que ao mesmo tempo seja prática para execução em nível de campo.

Operacionalização do plano de amostragem

Maior ou menor rendimento na aplicação do plano de amostragem, depende do planejamento e da organização do trabalho de amostragem. Alguns procedimentos devem ser observados antes de executar a amostragem propriamente dita:

- Dividir a área de lavoura em talhões homogêneos (talhões de 3 a 5 mil plantas) com base nas cultivares utilizadas, na idade da lavoura ou na topografia do terreno (topo ou baixadas). Isto facilitará os monitoramentos que serão realizados nos anos subseqüentes, a coleta de material para análise química do solo e foliar, a operacionalização dos tratos culturais, aplicação de defensivos agrícolas ou fertilizantes e o escalonamento da colheita.

- Elaboração de um mapa da propriedade, situando todos os talhões cultivados com café, facilita o planejamento administrativo da propriedade.

- Em cada talhão devem ser confeccionadas as planilhas de avaliação, onde conste o número do talhão, tamanho (número de covas), cultivar, data de plantio, data da avaliação, responsável pela amostragem e a decisão alcançada. Planilhas diferentes podem ser confeccionadas para anotar todos os tratos culturais realizados no respectivo talhão ao longo do ano, bem como a quantidade de frutos produzidos. Estas planilhas constituem uma fonte de informação de grande valia para o produtor, à medida que se acumulem as avaliações de vários anos (histórico da propriedade).

Execução do plano de amostragem

Amostragem é uma etapa importante para aplicação correta e segura de produtos fitossanitários. Deve ser representativa da população original e realizada de maneira criteriosa. A tomada de decisão deve ser feita com base na amostragem em cada um dos talhões em separado (avaliação de uma única área não deve ser extrapolada para toda a propriedade).

O primeiro passo é definir como selecionar as plantas para coleta de material para avaliação dentro de um talhão. Recomenda-se que esta escolha das plantas seja totalmente ao acaso, selecionando as plantas através de um caminhamento em zigue-zague ao longo do talhão (figura 1).


Figura 1 - Esquema de caminhamento em zigue-zague para amostragem de folhas em um talhão cultivado com café.

O monitoramento da broca deve ser realizado em todas as lavouras (talhões) com plantas adultas, iniciando-se pelas adensadas, adensadas e irrigadas ou somente irrigadas; naquelas não irrigadas com previsão de baixa produção e finalmente naquelas mal colhidas ou não colhidas pela produção desprezível ou colhidas tardiamente.

Onde amostrar na planta escolhida?

Identificada a planta no talhão, a primeira dúvida é onde coletar material que seja representativa da infestação da praga ou da doença naquela planta (figura 2):


Figura 2 - Local de maior ocorrência das pragas e doenças no cafeeiro.

Quando iniciar a amostragem?

A eficiência do monitoramento está, por sua vez, relacionada com os conhecimentos da planta, sua fenologia e fisiologia de produção, da biologia das pragas e doenças, dos fatores edafoclimáticos da região e da correta diagnose dos problemas fitossanitários nas lavouras. Obviamente, estes conhecimentos representam um somatório da experiência prática adquirida ao longo do tempo, aliada aos conhecimentos teóricos obtidos pelo estudo das publicações sobre o assunto (tabela 1).


Tabela 1 - Época crítica de ocorrência das principais pragas e doenças do cafeeiro Zona da Mata Mineira. Vale ressaltar que estas épocas podem variar de uma região para outra.

O monitoramento da broca deve ser iniciado na época de trânsito (acasalamento) que coincide com o período de 3 a 5 meses após a 1ª florada e continua sendo feito mensalmente, até cerca de 70 dias antes da colheita. A determinação da incidência de mancha de olho pardo em frutos pode ser iniciada a partir do mês de janeiro.

O que amostrar na planta escolhida?

a) Folhas: para avaliação da incidência da ferrugem, da mancha de olho pardo, da mancha de ascochyta e da porcentagem de infestação por bicho mineiro.

b) Frutos: para a determinação da incidência de mancha de olho pardo nos frutos e da porcentagem de infestação da broca.

No caso particular da mancha de phoma a amostragem é feita diretamente no campo, sempre no terço superior das plantas. Consiste em avaliar 10 ramos por planta (cinco de cada lado), contando o número de folhas (NFCMP) e ramos (NRMP) com sintomas da doença - deformação das folhas novas (1º ou 2º par) com lesões escuras nos bordos destas folhas e escurecimento e morte das pontas dos ramos.

Como amostrar?

a) Amostragem de folhas:

- Amostrar 20 plantas por talhão;

- No terço médio da planta escolhida;

- Escolher cinco ramos laterais ao acaso de cada lado da planta;

- Retirar uma folha completamente desenvolvida, do 3o ou 4o par de folhas, por ramo;

- Total de 10 folhas/planta (cinco de cada lado);

- Total de 200 folhas/talhão.

b) Amostragem de frutos:
- Amostrar em média, 50 plantas por talhão. Existe na literatura uma recomendação que este número depende do numero de plantas presentes no talhão, conforme apresentado na tabela 2, a seguir.


Tabela 2 - Número de plantas a ser amostradas em função do número de plantas presentes em cada talhão.
- Na primeira amostragem os frutos maiores provenientes da primeira florada, são coletados no terço superior da planta escolhida. Nas demais amostragens os frutos podem ser coletados no terço médio da planta;

- Escolher 4 ramos por planta (um em cada face). Em cafeeiros de porte elevado, utilizar escada durante a operação;

- Coletar 25 frutos/ramo no total de 100 frutos/planta;

- 50 plantas/talhão no total de 5000 frutos/talhão.

O que avaliar no material coletado?

Após a coleta do material, as folhas e os frutos são acondicionados em sacos plásticos devidamente identificados, pelo respectivo talhão, para posterior avaliação das pragas e doenças presentes.

Deve-se em primeiro lugar conferir o número de folhas e frutos coletados em cada talhão e depois anotar em uma planilha os dados correspondentes à avaliação de:

- Ferrugem: contar o número de folhas com pústula de ferrugem esporulando (NFCF).

- Mancha de olho pardo: contar o número de folhas com sintomas de mancha de olho pardo (NFCMOP);

- Mancha de ascochyta: contar o número de folhas com sintomas de mancha de ascochyta (NFCA);

- Bicho mineiro: contar o número de folhas com minas ativas, ou seja, com presença de larvas vivas nas minas (NFCMA) e o número de folhas com minas rasgadas (NFCMR).

O número de folhas com minas ativas é utilizado para o calculo da porcentagem de infestação.

- Broca nos frutos: separar e contar de todos os frutos sadios e frutos broqueados (considerar brocados todos perfurados na região da coroa).

Tomada de decisão

No cafeeiro vários estudos foram desenvolvidos com a ferrugem, com a broca e com o bicho mineiro, sendo conhecidos o níveis de infecção ou infestação que as plantas suportam sem que haja prejuízos econômicos decorrentes deste ataque. Para as demais pragas e doenças, ainda não temos esses índices estabelecidos e neste caso o monitoramento teria a função de verificar qual seria a época de maior ocorrência na região, para que possamos antecipar o início do controle.

De posse dos dados obtidos na avaliação, o passo seguinte é calcular a porcentagem de infestação da praga (ou infecção da doença) para que seja tomada a decisão em adotar ou não o controle químico.

- Ferrugem: A porcentagem de infecção da ferrugem é calculada conforme a seguinte expressão:


Se a porcentagem de infecção estiver abaixo de 5% de folhas com pústulas esporulando, recomenda-se aplicar fungicida a base de cobre no controle da doença. Se o índice de infecção estiver entre 5 e 12,5%, recomenda-se a aplicação de fungicidas sistêmicos. Acima deste valor, a eficácia dos produtos no controle da doença pode apresentar comportamento variável.

A contagem de pústulas inativas ou curadas pode ser realizada quando houver interesse em avaliar a eficiência de controle com fungicidas sistêmicos.

- Não existe índice para tomada de decisão em relação a mancha de olho pardo, a mancha de ascochyta e a mancha de phoma. Na verdade este índice depende de vários outros fatores (luminosidade, exposição da lavoura, vento, altitude, espaçamento, nutrição e das condições microclimáticas) que podem variar dentro de uma mesma propriedade.

- Bicho mineiro: A porcentagem de infestação por bicho-mineiro é determinada segundo a expressão:


Orienta-se iniciar o controle do bicho-mineiro, quando a porcentagem de infestação estiver acima de 30% de folhas com minas ativas no terço médio ou cima de 20% de folhas com minas ativas no terço superior. Em lavouras novas em formação, de até três anos de idade, o controle químico deve ser realizado sem a necessidade de determinação da porcentagem de infestação, ou seja, assim que as primeiras minas ou lesões forem constatadas nos cafeeiros. É recomendável que o controle químico seja feito somente nos talhões ou parte dos talhões mais infestados, a fim de auxiliar na preservação dos inimigos naturais.

- Broca do cafeeiro: A porcentagem de infestação por broca nos frutos é determinada segundo a expressão:


Como o ataque não se distribui uniformemente na lavoura, recomenda-se o controle apenas para os talhões em que a infestação da praga já tenha atingido 3 a 5% de infestação.

Exemplo de uma planilha para anotação dos dados obtidos na avaliação das doenças e pragas do cafeeiro:


Conclusão

Conforme dito anteriormente, o monitoramento de pragas e doenças constitui-se na base de todo e qualquer programa de manejo integrado. Uma estimativa errada da quantidade de doença ou da porcentagem de infestação de uma praga, causada pela amostragem incorreta, implicará em decisões incorretas na tomada de decisão em relação ao controle químico na propriedade. Isto implica diretamente em perda de produtividade e aumento do custo de produção para o produtor, além dos efeitos indiretos.
Clima » Previsão quinzenal
src="http://www.cafepoint.com.br/clima/xmlhttp.js"> type="text/javascript">
DiaTempoTemp.ChuvaVentoAlertas
20/08/2010 - SextaPoucas Nuvensmín. 10°
máx. 25°
0mmESE
16km/h
Nenhum Alerta
21/08/2010 - SábadoNubladomín. 12°
máx. 25°
0mmESE
18km/h
Nenhum Alerta
22/08/2010 - DomingoPoucas Nuvensmín. 13°
máx. 26°
0mmE
16km/h
Nenhum Alerta
Clique aqui para ver a previsão detalhada
23/08/2010 - SegundaNubladomín. 12°
máx. 26°
0mmE
14km/h
Nenhum Alerta
24/08/2010 - TerçaPoucas Nuvensmín. 13°
máx. 28°
0mmE
14km/h
Nenhum Alerta
25/08/2010 - QuartaPoucas Nuvensmín. 13°
máx. 28°
0mmE
14km/h
Nenhum Alerta
26/08/2010 - QuintaPoucas Nuvensmín. 14°
máx. 29°
0mmE
12km/h
Nenhum Alerta
27/08/2010 - SextaPoucas Nuvensmín. 14°
máx. 33°
0mmE
11km/h
Nenhum Alerta
28/08/2010 - SábadoPoucas Nuvensmín. 15°
máx. 35°
0mmE
10km/h
Nenhum Alerta
29/08/2010 - DomingoPoucas Nuvensmín. 16°
máx. 34°
0mmE
11km/h
Nenhum Alerta
30/08/2010 - SegundaPoucas Nuvensmín. 16°
máx. 33°
0mmE
12km/h
Nenhum Alerta
31/08/2010 - TerçaPoucas Nuvensmín. 15°
máx. 31°
0mmE
12km/h
Nenhum Alerta
01/09/2010 - QuartaPoucas Nuvensmín. 14°
máx. 31°
0mmE
12km/h
Nenhum Alerta
02/09/2010 - QuintaPoucas Nuvensmín. 15°
máx. 31°
0mmESE
12km/h
Nenhum Alerta
03/09/2010 - SextaPoucas Nuvensmín. 15°
máx. 31°
0mmESE
13km/h
Nenhum Alerta
  Legenda de confiabilidade:
 alta confiabilidade
média confiabilidade
 baixa confiabilidade
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
Visitante número: